Recomendo – Deuses Americanos
Durante a divulgação de um de seus livros, Neil Gaiman pensou como hoje em dia não se tem tantos deuses como se tinha na antiguidade, fato muito forte na Europa. Desse pensamento saiu o excelente livro Deuses Americanos em 2002, que trata do embate entre os velhos deuses e os novos deuses.
Sua pergunta deve ser: como assim novos deuses? Eu vou explicar: na mitologia criado por Neil Gaiman tudo que é muito adorado ganha força, adquire forma física e poder. Assim os deuses antigos, que já foram amplamente adorados, hoje em dia não passam de sombra do que já foram. Eles lutam para não serem esquecidos e têm que enfrentar os novos deuses, que são por exemplo a mídia. Quanto tempo várias gerações não passaram em frente a TV? Isso é uma adoração e dela um novo deus surgiu.

O recomendo de hoje não é sobre a fantástico livro, mas sim sobre a série baseada nele. A série estava num limbo, sendo passada de produtora para produtora. Até que em 2015 o canal Starz assumiu e confirmou sua primeira temporada (atualmente, antes do 3° episódio, já foi renovada para a segunda temporada). A séria é criada e desenvolvida por Brian Fuller, que trabalhou em séries que tinham sua assinaturas fortes (com destaque para Hannibal e Pushing Daisies) e Michael Green (Logan).
Neil Gaiman é produtor executivo e participou ativamente da produção da série, tanto que ele ficou muito preocupado com o primeiro corte do piloto. Tanto a série quanto o livro contam esse embate dos deuses sob o ponto de vista de Shadow Moon, um ex-presidiário que acabou de cumprir sua pena e começou a trabalhar de motorista para o líder dos deuses antigos, Sr.Wednesday. No meio disso os deuses vão sendo introduzidos na história principal ou em arcos próprios.
A série é muito fiel ao livro e, apesar do livro ser de 2002 e muita coisa ter mudado de lá pra cá, até os fãs mais puristas estão satisfeitos com a adaptação. A fotografia e o jogo de cores é marcante e muito bem feita. O roteiro vem sendo um diferencial sensacional, com destaque para a introdução do deus antigo africano Anansi, no começo do segundo episódio. Na parte de atuação ninguém comprometeu, mas se for para destacar alguém Ian McShane rouba a cena dando vida ao Sr. Wednesday.
Deuses Americanos ainda está no começo. Dá tempo de assistir sem tomar spoilers. Comece agora e não se arrependa depois.
Recomendo - As Vantagens de Ser Invisível
Baseado no livro homônimo escrito por Stephen Chbosky este As Vantagens de Ser Invisível é um filme sensível que trata de assuntos complexos como depressão, relações adolescentes e abuso de menor de um maneira honesta, relevante e atual.
A história gira em torno de Charlie (Logan Lerman) um adolescente que, após passar por uma experiência familiar traumática, retorna às aulas e conhece os irmãos Sam (Emma Watson) e Patrick (Ezra Miller). A convivência com seus novos amigos faz com que Charlie enxergue a vida de outra maneira, ao mesmo tempo em que amadurece e vive novas experiências.
Lendo a sinopse acima a impressão que passa é que se trata de mais um filme ambientado no hjgh school americano como tantos outros. Mas a carga emocional que o filme transmite é diferente da maioria. O espectador imediatamente cria um vínculo com Charlie e cada experiência nova que o personagem vivência transmite uma onde de sentimentos para quem assiste. As sensações de liberdade, frustração, descoberta e traumas passados enriquece o personagem e, consequentemente, a história que está sendo contada. Acima de tudo, nenhuma situação ou acontecimento soa falso, sendo tudo orgânico e original, fugindo dos clichês do gênero.
A dinâmica entre os atores é o que torna a narrativa mais agradável de ser assistida. Logan, Emma e Ezra parecem ser melhores amigos desde sempre e o espectador consegue sentir isso. É a complexidade de seus personagens que torna aquele universo tão rico. A trilha sonora possui músicas conhecidas e que complementam a história que está sendo contada, sendo que algumas chegam a fazer parte da própria narrativa.
As Vantagens de Ser Invisível é daqueles filmes que passam despercebidos nos cinemas, mas são descobertos depois, ganham uma legião de fãs e se tornam obrigatórios de assistir. Está se tornando cult com o passar dos anos e suas qualidades são tantas que não assisti-lo de fato é um erro.
Análise Clássicos: Diablo (1996)
Bom dia/tarde/noite nerds queridos do meu coração! Hoje lhes trago uma análise de um clássico do mundo dos RPG cuja música principal deixou ouvidos e corações em êxtase e marcados para sempre. Senhoras e senhores, hoje vos trago Diablo!
Diablo se tornou uma marca permanente quando se fala em RPG, tanto por sua dinâmica de jogo desafiadora e frustrante, mas recompensadora no final, quanto por sua história simples porém recheada com vida, morte, caos e salvação. O jogo também é marcado por sua temática dark fantasy, onde sangue, escuridão, brutalidade e criaturas bizarras são o foco. O jogo tem uma beleza gráfica estonteante, que foi ainda mais estonteante em sua época de lançamento no final da década de 90 e, mesmo com gráficos ultrapassados para a geração atual, ele ainda traz a sensação de perigo e tristeza, salpicada com o medo do próximo desafio.
A história de Diablo se passa em uma cidade chamada Tristram, que está sendo assolada pelo medo da possível volta do lorde demoníaco e Senhor do Medo, Diablo. As áreas exploráveis do jogo se limitam à Tristram, seus arredores e a macabra Catedral, onde será o local que se encontrarão as missões e inimigos. O jogo se divide em 5 níveis, que começam na superfície de Tristram e vão se aprofundando pela Catedral até chegar ao Inferno.
Além de tudo isso, Diablo traz uma jogabilidade simples e dinâmica, onde você pode escolher entre três classes e adquire níveis quando se mata monstros, ganhando assim pontos para distribuir em quaisquer atributos disponíveis. Você também pode recolher itens dropados de mobs, báus e chefões, mas pode perder todos os itens caso morra.
Somando tudo isso com uma trilha sonora maravilhosa e aterrorizante, Diablo ainda causa calafrios de medo e alegria ao mesmo tempo e com certeza é um dos melhores jogos de todos os tempos.
Recomendo - Star Wars por Jeffrey Brown
Você já deve ter visto pela sua timeline no Facebook algumas tirinhas com um traço único que retrata situações engraçadas envolvendo Star Wars. Elas foram criadas por Jeffrey Brown, que conseguiu dar um toque de novidade ao universo criado por George Lucas e que já foi tão explorado.
O Recomendo de hoje é sobre Star Wars por Jeffrey Brown - Jeffrey Brown é um cartunista americano especializado em retratar detalhadamente momentos pessoais, fazendo isso muito bem. Seu traço é marcante porque ele desenha e escreve como um Sketchbook, o que é diferente e já agrada. Sua característica marcante é que mesmo de uma forma simples ele consegue passar todo constrangimento, tensão e comédia que ocorrem nas situações. Ele ficou conhecido no mercado americano em 2002 por Clumsy, mas ganhou o mundo com sua visão bem humorada de Star Wars.
Sua obra com Star Wars pode ser divida em dois estilos. No Brasil já foram publicados alguns. O primeiro pode ser definido como os do Darth Vader. Nele acompanhamos o querido Darth criando os filhos em situações cômicas. No excelente Darth Vader e Filho temos um vislumbre de como seria a relação pai e filho.
No espetacular Princesinha do Vader nos é apresentado um pai coruja e ciumento tendo que lidar com sua princesinha e mais tarde uma adolescente rebelde. As duas publicações ganharam o Eisner, o Oscar dos quadrinhos, de melhor publicação de humor. E bem merecido, diga-se de passagem.
O segundo estilo é uma mistura de quadrinho com diário, ao melhor estilo Diário de um Banana. No Academia Jedi nos é apresentado o jovem Noah de Tatooine que sonha em ser um piloto como seu pai e irmão, para isso ele precisa ser aceito na escola de pilotos, mas ele acaba sendo aceito na Academia Jedi. Lá ele vai ter que aprender a controlar a Força, escapar dos bullys e conseguir passar nas matérias. A mistura de diário com quadrinho ficou excelente. Uma coisa ótima é que a fonte usada pelo Jeffrey dá à sensação que realmente é um diário de um jovem, com palavras escritas erradas rabiscadas, desenhos e anotações. O Noah tem um carisma excelente.
O Retorno do Padawan é a continuação das aventuras de Noah na Academia Jedi, agora em seu segundo ano. Brigas com seus amigos, problemas amorosos e um professor pegando no seu pé faz com que o agora mais confiante Noah flerte com o lado negro da Força.
O trabalho dele é um ar fresco e de qualidade em um universo que já foi tão explorado como o de Star Wars. Aqui no Brasil as edições já começaram a ser publicadas e você pode comprar separado, mas algumas lojas vendem o conjunto das primeiras publicações (Darth Vader e Filho, Princesinha do Vader e Academia Jedi) mais barato do que se fossem comprados separadas.
Esse foi mais um Recomendo. Comente aí em baixo o que achou. Até a próxima!

8 Curiosidades de 2001: Uma Odisseia no Espaço
Há 49 anos chegava aos cinemas uma obra-prima. Da colaboração entre Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke nascia o épico espacial que se tornaria um marco cinematográfico, considerado um dos melhores e mais influentes longas da história, sendo o 3º na lista da Rolling Stone dos melhores filmes de todos os tempos.
O que não pode faltar na série The Witcher na Netflix
Dia 17 de maio do ano de 2017. Um dia inesquecível com bastante agitação depois de uma notícia que causou bastante burburinho nas redes sociais. Não, eu não estou falando da delação da JBS contra o Temer. Estou falando da série que sairá oficialmente na Netflix do bruxão que você respeita, da franquia que não fez só sucesso como obra literária, mas como jogo de videogame. Finalmente teremos uma série (de alta produção) de The Witcher!
Recomendo - O Imortal Punho de Ferro
Anos antes de escrever sua excelente fase no Gavião Arqueiro, Matt Fraction fez parceira com o mito Ed Brubaker, que na época tinha revitalizado o Capitão América. O trabalho em conjunto dos dois com os traços magníficos de David Aja geraram aquela que pode ser considerado um clássico moderno para o Punho de Ferro.
A história se passa no período da Guerra Civil. A Lei de Registro está a todo vapor e os heróis que não estão registrados precisam agir nas sombras. Danny está sobrecarregado com sua vida dupla, precisando cuidar da empresa de sua família e combater o crime como Punho Ferro. Numa jornada de autoconhecimento ele descobre que o legado de Punho de Ferro guarda segredos que ele jamais imaginou.
Este primeiro volume é ideal para quem não conhece muito do Punho de Ferro e ficou interessado depois de assistir a série da Netflix (essa HQ faz melhor o trabalho que a série). Ele nos mostra o passado de Danny e tudo o que é necessário para entender o que é o Legado do Punho de Ferro, o porquê dele se tornar o Punho Ferro e o peso que ele tem no mundo.
O roteiro da HQ é bom, ágil e direto ao ponto. Ele não fica de enrolação e faz com que você não queira parar de ler. O modo como a HQ mescla o passado e presente pode confundir em umm primeiro momento, mas se torna uma das melhores coisas da história. A medida que vamos descobrindo e acompanhando certos períodos dos antecessores do Danny a curiosidade só aumenta em saber como será o próximo. Como Brubaker está nos roteiros uma conspiração também pode ser esperada. Neste primeiro volume ela não é tão impactante, mas continua nos volumes seguintes. A arte de David Aja é uma sacanagem. A simplicidade do seu traço pode enganar numa olhada rápida, mas a medida que você vai notando os detalhes você se surpreende com o grau de detalhamento que ele dá.
Crítica - Kabaneri of the Iron Fortress
Na onda do que foi o fenômeno Attack on Titan em 2013 era mais do que esperado que outros animes com a mesma temática surgissem. É o caso de Kabaneri of the Iron Fortress (KotIF), um anime cuja história também se localiza em um passado pós-apocalíptico onde a humanidade vive sob a ameaça dos Kabanes, seres humanos contaminados com vírus que os transforma em mortos-vivos. Para sobreviver, o que restou da humanidade vive em cidades cercadas por altos muros e o trânsito entre elas acontece através de trens chamados hayajiros. Notou a semelhança com a história de Eren, Mikasa e os Titãs? Mas KotIF não é uma cópia de AoT. O anime possui suas qualidades que, se não o fazem um fenômeno como AoT, pelo menos o fazem se destacar na crescente oferta de animes que temos atualmente. A primeira temporada de KotIF possui 12 episódios e foi lançada em 2016. Possui um arco definido que contempla a busca dos sobreviventes de uma cidade invadida pelos Kabanes pela cidade mais protegida do reino. Enquanto a busca ocorre, o limite entre o que é ser um Kabane e o que é ser um humano se estreita e novas revelações acontecem.
O personagem principal é Ikoma, um ferreiro que está desenvolvendo uma arma mais eficaz na luta contra os Kabanes. Boa parte da história também é focada em Mumei, uma misteriosa garota que chega à cidade e possui incríveis habilidades no combate contra os mortos-vivos. O restante dos personagens que possuem destaque formam os sobreviventes do ataque Kabane à Estação Aragani. que fogem a bordo do hayajiro Kotetsujo para a cidade Kongokaku. Cada personagem possui uma função na comitiva e fazem a narrativa avançar a partir de suas interações. E é nesse quesito que KotIF tem seus maiores méritos. Como cada personagem vêm de uma classe social diferente e possui uma função específica na sociedade, o choque de valores e ideais enriquece a história. Enquanto a princesa quer apenas levar seus súditos para um lugar mais seguro, Ikoma quer vingar sua irmã, o chefe dos samurais quer proteger a princesa e Mumei quer matar o máximo de Kabanes possível. A dinâmica gerada pelos personagens agrada a quem assiste e cria a sensação de uma sociedade complexa e heterogênea.
O baixo número de episódios não deixa espaço para muita perca de tempo. Tudo acontece de maneira frenética e os problemas apresentados prontamente são resolvidos, mas sempre com altos custos humanos para os personagens. Ao mesmo tempo falta aquela sensação de desespero e urgência que AoT consegue transmitir de maneira tão eficaz. Em nenhum momento o espectador sente que as ações de Ikoma e Mumei são essenciais para a sobrevivência da humanidade. Se em AoT a defesa de Trost, apresentada durante nove episódios, era vital para que os Titãs não invadissem a Muralha Rose e dessem um passo a frente no caminho para a destruição dos seres humanos, em KotIF parece que o que acontece com os protagonistas não tem importância no contexto geral daquele mundo. Não sabemos se há mais cidades do que aquelas citadas, se a humanidade foi reduzida a um pequeno número, se conseguimos enfrentar em condições de igualdade os Kabanes, etc.
A mistura de tecnologias também remete a AoT. Não há nada como os Dispositivos de Manobras Tridimensionais aqui, mas fica a impressão que aquele mundo parou de progredir em algum momento após a Revolução Industrial. Temos o contraste entre uma locomotiva movida a vapor que transporta seis vagões, armas que funcionam a gás e samurais que ainda utilizam suas espadas.

A violência possui uma escala modesta, porém o espectador não é poupado de sangue ou partes decepadas. O vilão desta primeira temporada é o grande ponto fraco deste arco do anime. Embora suas motivações sejam justificadas, o personagem só é apresentado na segunda metade da temporada e, antes disso, praticamente não sabemos de sua existência. Quando o espectador se dá conta de que teremos um vilão no anime o impacto é diferente do normal. Se desde o começo ficasse subentendido que havia algo maior por trás dos acontecimentos apresentados o espectador ficaria curioso e ansioso para saber mais sobre aquilo. Mas quando finalmente o subarco do vilão é apresentado a sensação é de que aquilo não é necessário para fazer a história andar. Os Kabanes já são uma ameaça de respeito para tornar a história interessante e o espectador temer pelas vidas dos protagonistas.
Kabaneri of the Iron Fortress consegue criar uma trama e personagens que captam a atenção do espectador. Há elementos do universo apresentado que poderiam ser melhor explorados e talvez sejam nas próximas temporadas. Um dos principais problemas deste primeiro arco é a falta de um clima de desespero, de impotência e de urgência que faria com que a pessoa que o assistisse ficasse tão imersa naquele mundo que criasse um vínculo personagem-espectador imediato e duradouro.
Recomendo - Ajin
Mangás no Brasil são uma linda história de amor antiga e atualmente vive o auge desse romance. Tanto a JBC quanto a Panini Mangá vêm atuando de maneira forte neste nicho, se apoiando tanto em relançamentos de clássicos em lindas edições (como Fullmetal Alchemist, Slun Dunk e Vagabond) quanto de novas promessas inéditas no Brasil (Boku no Hero Academia, One Punch Man e Akame Ga Kill!). Dessa leva veio uma obra meio tímida e menos chamativa que as demais, mas que consegue empolgar e entreter relacionando a velha e boa narrativa dos mangás clássicos com a criatividade dos mangás mais novos. Senhoras e senhores, apresento-lhes Ajin, uma série escrita e ilustrada por Gamon Sakurai, começando em 2012 e ainda não finalizado, sendo cinco volumes já publicados no Brasil pela Panini Mangá.
Enredo - A história é sobre um estudante chamado Kei Nagai que descobre ser um "Ajin", uma pessoa que tem a capacidade de “voltar da morte”, quando é atingido por um caminhão. Ele se torna uma pessoa procurada pelo governo afim de transformá-lo em cobaia, sendo que sua única opção é confiar em seu melhor amigo Kaito.
Por que vale a pena?
É bem complicado dizer exatamente o que realmente faz Ajin ser sedutor. Tem personagens interessantes, conflitos bem amarrados, um ritmo confortável de se ler, sem falar da excelente arte, que consegue expressar os momentos de tensão e dinâmica de forma limpa e clara. Mas isso tudo tem em várias obras por aí, deixando de ser um fator diferencial nessa vasta indústria de mangás.
Depois de quebrar muito a cabeça e tentar entender porque Ajin me empolga de maneira peculiar, eis que observo o ponto que o coloca como um mangá de excelência: surpresa.
Quando você lê obras como Dragon Ball, Naruto ou Death Note, verá que o fator surpresa se esgota cada vez que você se aprofunda na história pois você começa a perceber os códigos e nuances do autor, onde ele estabelece uma regra narrativa que compõe a estrutura da obra, onde o fluxo começa a se repetir. Sempre tem um inimigo mais forte para ser derrotado ou um plano por trás do plano que tem mais um plano...

Ajin não cai neste mesmo marasmo e repetição de recursos. Logo no início do mangá o autor já estabelece as regras do jogo e o leitor descobre como utilizar essas regras à medida que nosso protagonista se afunda mais ainda no inferno que é obrigado a passar por ser um imortal.
Uma técnica narrativa bastante usada para se criar a sensação de que “a parada é muito maior que você imagina” e utilizada em Ajin é elevar o nível de tensão das circunstancias no qual o protagonista sofre e como os personagens daquele cenário contribuem para aumentar o ar de mistério da série.
Um dos melhores personagens e meu favorito é Sato, um Ajin que serve para trazer questões filosóficas dentro da obra e salientar de maneira mais clara o que são os “Ajins” de fato. Porém, a maneira que ele é construído dentro do enredo o faz ter um aspecto de que “sempre está escondendo algo”, se tornando o personagem com maior fator surpresa da série.
Ajin não é a obra de mais destaque desta nova geração de mangás em terras brasileiras, mas sem sombra de dúvidas seu caráter de surpreender o leitor faz você entrar num caminho sem volta e querer saber aonde isso vai parar.
Recomendo - Crypt of the NecroDancer
Bom dia/tarde/noite nerds queridos do meu coração! Hoje lhes trago um Recomendo de um jogo um tanto quanto peculiar que conquistou a batida do meu coração. Hoje, senhoras e senhores, lhes trago Crypt of the NecroDancer!
Crypt of the NecroDancer é um jogo desenvolvido e distribuído pela Brace Yourself Games, lançado em 2015. É um jogo no estilo roguelike, que é um subgênero de RPG caracterizado por mapas gerados aleatoriamente, morte permanente e high fantasy. O jogo mostra a personagem, chamada Cadence, explorando uma longa cadeia de masmorras em busca de seu coração, roubado por um necromante. Você pode trocar de personagens ao longo do jogo, e o modo história conta com três personagens: Cadence, Melody e Aria.
A parte mais interessante do jogo com certeza é sua base principal: você explora as masmorras no ritmo da música que está tocando, ou seja, você só pode andar, bater e interagir no ritmo da música. Isso traz não só uma dificuldade razoável como um ótimo desenvolvimento de coordenação motora e percepção auditiva. Os mapas gerados aleatoriamente, mesmo com um padrão de tipos de monstros e armadilhas, traz uma sensação única pra cada nível, e cada monstro, mini-boss e boss tem a sua forma de seguir o ritmo da música, tirando aquela sensação de mesmice.
O jogo traz os clássicos elementos do RPG, como exploração, compra de equipamentos, baús com itens randomicamente distribuídos, monstros das mais diversas formas e aquele sentimento de "old school", somados com uma mecânica empolgante de ritmo e coordenação, lembrando os bons e velhos jogos de fliperama. Com certeza é um jogo que vale a pena ser adicionado à coleção!
8 Filmes Perturbadores
O cinema mundial já produziu praticamente todo o tipo de coisa possível, de histórias de guerra épicas a romances apaixonantes, de comédias hilárias a dramas tocantes, de filmes para toda família a filmes para um público bem restrito. Logo, se há tanta coisa gravada nas películas de nossa história, era meio que óbvio que surgiriam aquelas obras difíceis do público comum engolir, sejam por suas tramas conterem cenas fortes de violência, escatologia, sexo explícito e todo tipo de bizarrice que pode sair da mente humana, principalmente se é para se fazer arte.
E é justamente que nesses tipos de filmes que nós do Invader iremos nos focar nessa “Lista 8”. Então tire as crianças da sala, porque vamos falar sobre “Filmes Perturbadores”.
O Iluminado - Abrindo a lista, temos um “cRássico” dos filmes de terror, dirigido pelo gênio da sétima arte Stanley Kubrick, que adapta de forma controversa uma das maiores obras de Stephen King, o rei dos livros de terror. Este filme certamente já foi responsável por muitas unhas roídas nos últimos 30 anos. A história começa leve, quando um homem é contratado para ser vigia de um hotel durante o inverno, quando fica vazio. Ele leva sua família para lá e, no isolamento e no ambiente sombrio, começa a manifestar problemas psiquiátricos e comportamento agressivo. Nos corredores desertos do prédio, o filho tem visões de fatos ocorridos ali. A aparição de duas gêmeas num dos corredores, por exemplo, é uma das cenas mais aterrorizantes. O tempo inteiro espera-se uma tragédia e a música ajuda, e muito.
Irreversível - Contada de trás para frente, a história do filme é bem simples. Dois amigos buscam um cara que estuprou a namorada de um deles. Mas eis que se chega ao mote da ação, o estupro em si. São cerca de nove minutos de violência e asco, o suficiente para muita gente deixar a sala do cinema quando o filme estava em cartaz. No início do longa há uma cena de briga que acaba com uma cabeça esfacelada por um extintor de incêndio usado como porrete.
Pink Flamingos - Representante da escatologia nesta lista, o filme é um ícone no mundo underground. O roteiro narra uma espécie de competição pelo título de pessoa mais repugnantes do mundo, posto que Divine, uma drag queen, e sua família têm a honra manter. A disputa é quase só uma desculpa para cenas bizarras, como de sexo com galinha (o bicho mesmo), entre mãe e filho, gente comendo fezes, close em ânus e por aí vai. Repugnância do começo ao fim.
Holocausto Canibal - Com cenas de torturas, mutilações, empalamento (um cabo entra pela vagina e sai pela boca), castração e morte de animais, ele chegou a ser proibido em alguns países. No estilo filme dentro do filme, conta o desaparecimento de quatro documentaristas que sumiram após irem para a Amazônia. Um professor vai investigar o caso e encontra uma gravação que mostra como foram mortos. A partir daí, o que vemos são cenas de câmera tremida “filmadas” pelos documentaristas, no estilo Bruxa de Blair, na tribo canibal onde foram parar. Muita gente ainda acreditou que os atores tinham sido realmente mortos no filme. Não foram, mas alguns animais sim.
Saló ou 120 dias de Sodoma - O mal-estar causado por Saló na década de 70 fez o filme ser banido de diversos países. Baseado em histórias do Marquês de Sade, o filme narra 120 dias de torturas sexuais de um grupo de jovens sequestrado por fascistas. São duas horas de masoquismo, sodomia, mutilações, genitais queimados e outras insanidades.
Réquiem para um Sonho - Do mesmo diretor de “Cisne Negro”, o filme mostra a destruição progressiva de viciados, nem todos em drogas propriamente. Uma das personagens, por exemplo, é viciada em TV (e pílulas com anfetamina para emagrecer). No início, todos têm sonhos que desmoronam à medida que os vícios e a degradação tomam conta. A angústia só aumenta com a edição e a trilha sonora, que ditam o clima quando a ideia é mostrar os efeitos psicológicos e físicos das drogas. É do tipo de filme que a gente torce para acabar logo, nem que a solução seja matar os personagens.
Monstros - Não, não é o desenho. Este aqui causou tanta polêmica quando foi lançado que praticamente acabou com a carreira de seu diretor. Atores anões, com deformações físicas e gêmeos siameses representam personagens de um circo grotesco que chama a atenção nas cidades onde passa por vender “aberrações”. A trapezista, uma das poucas sem deficiência física, aproveita-se de um anão apaixonado por ela interessada na riqueza dele. Após se casarem, ela tenta a todo custo matá-lo para ficar com a herança. Mas o plano é descoberto pelos demais “monstros”, que se unem contra ela.
Anticristo - Para fechar a lista, trazemos Lars Von Trier , o cineasta e roteirista dinamarquês cujos elogios em festivais de cinema só são comparáveis às polêmicas de suas obras, sendo conhecido por chocar em seus filmes nem um pouco alegres. Um dos mais conhecidos é o recente “Ninfomaníaca” que gerou altos debates por causa das inúmeras e variáveis cenas de sexo explícito. Tal filme é o último da “Trilogia da Depressão”, sendo o primeiro o filme “Anticristo”. Neste em especial, o assunto já polêmico é trabalhado com cenas bem pesadas e psicodélicas, como cenas explícitas de sexo, animais em decomposição, o cara conversando com uma raposa morta e outras bizarrices. O filme conta a história de um casal, que devastado com morte do único filho muda-se para uma casa no meio da floresta para superar o episódio. Mas os questionamentos do marido, psicanalista, sobre a dor do luto e o desespero de sua esposa desencadeiam uma espiral de acontecimentos misteriosos e assustadores. O filme vale à pena pela construção da trama. Mas prepare a emoção e não espere um final feliz.
Queremos retificar aqui que não temos responsabilidade alguma se você tiver sequelas após ver estes filmes, mas se tiver afim vá em frente, invasor, depois conte nos comentários como foi sua experiência. E se achar que faltou algum aqui na lista, ou tiver ideias para mais "Listas 8" também deixe seu comentário.
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Crítica - Alien: Covenant
Ridley Scott é extraordinário e disso ninguém discorda. Com grandes filmes, em crítica e bilheteria, para provar isso, tais como Blade Runner, Falcão Negro em Perigo, Gladiador e até mesmo o primeiro filme da franquia, Alien: O Oitavo Passageiro. Porém, em Alien: Covenant o diretor consegue trazer um filme que suga negativamente o mito do Xenomorfo, deixando no lugar uma trama rasa, entediante e profundamente decepcionante tendo em vista que “prometheus”, mas não “cumprius”, que este filme resgataria o clima de terror claustrofóbico do filme de 1979. Este novo filme mais parece só mais um genérico dos filmes “fake reboots” que vemos tomar conta do cinema de hoje.
Servindo como uma "continuação" direta para Prometheus, o filme aborda a viagem da tripulação da Covenant, uma nave colonizadora com destino a um planeta prestes a ser habitado. No meio do caminho há um misterioso acidente que faz com que o androide Walter (Michael Fassbender) acorde a equipe humana. Eles então descobrem um novo planeta mais próximo que pode servir aos mesmos propósitos que seu distante alvo.A partir daí uma equipe desce ao planeta e, após a infecção causada por uma misteriosa doença, eles descobrem o surgimento de um androide similar a Walter, chamado David, que é o único sobrevivente da nave de pesquisa Prometheus, desaparecida há dez anos. Mas tudo começa a dar errado quando o tenebroso Xenomorfo dá as caras, perseguindo os sobreviventes e causando mortes e destruição no caminho. Até, só por essa sinopse, dá para notar que o filme realmente não traz nem mesmo uma trama original. Scott sempre foi criativo, então é ruim vê-lo cair numa fórmula.
O filme é um pouso forçado com direito a muita turbulência e avarias em seu percurso. Talvez seu maior e mais aparente problema seja sua fraca, para não dizer medíocre, construção de personagens. Mesmo sendo um filme com uma proposta quase slasher, onde vemos cada um dos personagens ser morto após o outro, há uma construção tão falha que muitos deles sequer tem seu nome revelado. Eles não são construídos para que tenhamos uma ligação com eles e, pior, repetem o maior erro do primeiro filme desta nova trilogia: os humanos parecem burros frente ao desconhecido.
Ainda assim há quem se esforce. Katherine Waterston, que interpreta o papel de Daniels, é quem assume o protagonismo do filme e consegue entregar uma performance no máximo, razoável. Da mesma forma Michael Fassbender é o ator mais empenhado do longa, vivendo dois papeis muito diferentes. Porém, algumas decisões do roteiro e de direção acabam tornando seu esforço um tanto quanto vão.

A artificialidade, destas personas rasas e unidimensionais, é tamanha que as ações dos personagens não correspondem com suas personalidades e, embora – mais de uma vez – vejamos pessoas casadas perdendo seus maridos ou esposas, o peso emocional das mortes é tão impactante quanto as ações para se salvarem do Xenomorfo.
E grande parte dessa falha de personagens acaba ditando o rumo do roteiro do filme, que nunca sabe ao certo o que é. Seus dois primeiros atos são uma gigantesca exposição científica, com algumas pitadas de discursos pseudo-filosóficos, que acabam rendendo cenas estafantes e tediosas. Já o ato final é corrido, joga com uma dimensão atenuada de terror e ação e acaba de uma maneira previsível e mal-construída. A impressão que se passa, e esse dever ser o erro cabal de Scott, é que ele parece não ligar para a própria história, só tendo interesse em expandir o universo de Alien e, de um jeito bizarro, explorar a sua mitologia, expandindo o universo de maneira porca. Basicamente parece que o filme só feito para mostrar como é a gestão do Xenomorfo.
Mas se o diretor está tão empenhado em explicar o “LOR” de Alien por que, contraditoriamente, ele deixa inúmeras perguntas promovidas por Prometheus sem resposta? Em vez de mostrar o que aconteceu ao final do filme e tentar evocar algum sentido para sua realização, Covenant comete o erro de explicar ao público sem lhe mostrar, dando a ideia de que o filme anterior é completamente desnecessário para a franquia (a cena de flashback no meio do filme é tão forçada quanto desnecessária). Pior que isso apenas o fato de que, enquanto Prometheus ainda tinha uma base filosófica própria lançando questionamentos abertos ao debate, Covenant sequer abre esse espaço, ficando refém de uma trama de filosofia de botequim clichê, mal desenvolvida e serve apenas como um slasher espacial aleatório para encher linguiça.

Fora dos pontos principais do filme, podemos dizer que a fotografia é competente, criando uma textura própria e ressaltando tons de cinza, o que acaba ressoando bem na proposta visual do filme. Porém, há pouco para ser enquadrado pelas câmeras: o trabalho de ambientação, figurino e direção de arte é pouco inspirado, criando conceitos prontos e que já vimos sendo feito melhores em outros filmes, dentro e fora da franquia. A parte sonora também se esforça, e consegue ter mais sucesso na edição do que no próprio som, que é derivado e genérico, mas “costurado” com bastante clareza. Em termos de efeitos visuais o filme não consegue se mostrar satisfatório, criando cenas cansativas e que acusam o tempo todo da irrealidade de seus eventos.
Mesmo assim é impressionante como o próprio Xenomorfo é uma grande decepção visualmente e na sua narrativa. Ele tem uma nova “origem” confusa e complexa demais que tenta, mas falha, ao ser explicado pela “filosofia imatura” do filme. Sua movimentação é mecânica e artificial e aparece por muito menos tempo que o esperado e, o pior, tem cenas em campo aberto que rompe de vez com a grande característica de Alien de “acobertar seus monstros nas sombras”. Realmente, parece que Scott se importou em explorar o Xenomorfo, como se ele compensasse os erros crassos no resto do longa.
Podemos concluir que Alien: Covenant fica muito abaixo do filme de 1979 como experiência de horror e claustrofobia e, no fim das contas, acaba servindo a um propósito muito funcional de tapar lacunas que até hoje se preencheram com pavor e mistério. A sensação que se tem após esses dois últimos filmes, na mão de Ridley Scott, é que ele parece estar sofrendo da mesma maldição de outro diretor de clássicos espaciais, George Lucas: na ânsia de explorar mais seu universo e refazer algo clássico na forma de prequel, eles parecem ficar cegos ao fato que acima de um bom universo, vem uma boa história a ser contada. Sejam contadores de história, não arquitetos.
Top 5 Melhores Filmes de Pokémon
A franquia Pokémon já tem mais de 20 anos e, dentre jogos, cards, animes e diversos outros produtos, há também os filmes. Normalmente os longas de Pokémon servem como vitrine para os Pokémon lendários e míticos que, em geral, possuem pouco espaço no anime regular. Ao todo são 20 longas diferentes lançados ano a ano que possuem histórias que não integram a narrativa principal de Ash e Pikachu, mas marcam presença nos cinemas japoneses. A qualidade dentre os 20 filmes varia bastante, mas não há um que seja 100% ruim, embora confesso que o longa Pokémon - Ranger e o Lendário Templo do Mar (2006) fique no limite entre mediano e ruim. A seguir eu listo os cinco melhores e argumento sobre minhas escolhas. Mas se você não concorda, se manifeste. Educadamente!
5º Pokémon - Volcanion e a Engenhosa Mecânica (2016) - O mais recente longa da franquia tem o grande mérito de colocar uma grande quantidade de mega evoluções em ação ao mesmo tempo, numa divertida sequência de ação que inclui até mesmo a forma 100% de Zygarde. O longa também apresenta o primeiro Pokémon da sétima geração e cria uma relação interessante entre Volcanion e própria Magearna. A história funciona, o ritmo agrada e Ash e seus amigos mais uma vez salvam o dia.
4º Pokémon - Hoopa e o Duelo Lendário (2015) - Confesso que enquanto jogava Pokémon X eu não achava Hoopa um monstrinho minimamente cativante. Mas no seu filme Hoopa mostra todo o seu potencial e se torna um dos Pokémon mais carismáticos e poderosos da franquia. A história é simples ao extremo, mas o seu grande atrativo é colocar diversos Pokémon lendários e míticos para batalharem entre si. É um espetáculo visual que satisfaz o espectador. A trilha sonora transmite as emoções certas e funcionam para dar um ar mais de oriente para o filme. A curta duração do longa favorece uma narrativa ágil e acaba favorecendo a empatia do público para com o filme, já que em nenhum momento os Pokémon batalhando entre si acaba cansando.
3º Pokémon - O Filme (1998) - Aqui apelamos para a nostalgia. Possivelmente só aqueles com mais de 25 anos vão se recordar do que foi a estreia de Pokémon - O Filme em nossos cinemas. A expectativa era enorme. E o primeiro filme da franquia cumpre bem sua função. A história é objetiva e expande a mitologia dos monstrinhos, o poder de Mew e Mewtwo são bem evidenciados e explorados, questões relevantes sobre clonagem são colocadas em pauta e, acima de tudo, é um filme carregado de sentimentos. É difícil não sentir um nó na garganta na cena em que Pikachu tenta reanimar o Ash petrificado. Uma das cenas mais icônicas da franquia.
2º Pokémon 2000 (1999) - O segundo filme de Pokémon é um dos mais dinâmicos e enérgicos da franquia. Ash praticamente não fica muito tempo parado num mesmo lugar e a narrativa se desenvolve muito rapidamente, mas sem pressa. É um dos poucos filmes em que a Equipe Rocket tem alguma função prática além de ser espectadora dos acontecimentos que se desenrolam e também um dos poucos em que a importância dos feitos de Ash e seus amigos tem alcance mundial. A trilha sonora é agradável e transmite uma sensação de dinamismo muito acertada. E a batalha entre o trio de pássaros lendários contra Lugia é visualmente atrativa. Também é o primeiro filme de Pokémon a estabelecer as famosas fortalezas voadoras, um elemento que seria utilizado a exaustão em diversos outros longas da franquia.
1º Pokémon 7 - Alma Gêmea (2004) - Este é um dos filmes com uma das melhores histórias da franquia. Há muitos acontecimentos, muitos cenários, muitos personagens e muito sendo contado. O espectador se sente feliz ao presenciar a complexidade daquele universo. A batalha entre Deoxys e Rayquaza, que permeia boa parte da narrativa, é bem conduzida e produzida. Mesmo sendo um dos filmes mais longos da franquia Pokémon, o tempo passa rápido pela quantidade de eventos que ocorrem durante o longa. Embora não seja um dos filmes mais famosos da franquia, este Pokémon 7 - Alma Gêmea com certeza é aquele com mais perfil de filme mesmo, com qualidades que enaltecem muito o resultado final conseguido pela Pokémon Company.
Recomendo - No Game No Life
Sabemos que a indústria de animes consegue elevar a capacidade humana de criar a mais bizarra proposta de enredo possível sem perder a coerência mínima que nos aproxima de tal entretenimento, mas o que acontece se um brasileiro cai de cabeça nessa jogada? No Game No Life é um anime baseado na light novel de Yuu Kamiya (pseudônimo), nascido em Uberlândia, Minas Gerais. O anime foi lançado em 2014 e possui 12 episódios na 1ª temporada
Enredo: Os irmãos Sora e Shiro são inseparáveis, tanto no mundo real quanto no mundo dos jogos. Suas habilidades individuais combinadas fazem deles uma equipe invencível. Um dia, depois de derrotarem um misterioso adversário em um jogo de xadrez online, os irmãos recebem a oferta de seu oponente para renascerem em seu mundo, Disboard - um mundo de fantasia, onde tudo é determinado através de jogos. Quando eles aceitam a proposta, Sora e Shiro são convocados para Disboard pelo o Deus daquele mundo, Tet, e começam a conhecer seus adversários, as dezesseis raças do Disboard, conhecidas como Exceeds. Porém, nesse mundo não existe nenhum tipo de violência, sendo um lugar onde tudo é resolvido através de jogos, contando que esses jogos não vão contra os dez mandamentos feitos por Tet. Então, juntos, os irmãos começam a sua jornada para resgatar a raça humana fraca de Imanity e conquistar o mundo para, então, desafiar Tet para o título de Deus.
Por que vale a pena?
Existem dois aspectos em No Game No Life que o tornam um anime de qualidade única. O primeiro é a dupla de protagonistas, os irmãos Sora e Shiro. A dinâmica entre eles é muito bem entrosada e carismática, sustentando todo o aspecto cômico da série. Sora, o irmão mais velho, tem aquele espírito de malandro e a razão da sua existência é sua linda irmãzinha Shiro que, apesar de sua fofura, demonstra ter uma personalidade mais fria e focada que a de seu irmão.

Vemos aqui a fórmula do contraste ser executada muito bem. Sora é energético, canastrão e toma mais a iniciativa. Shiro é mais quieta e calculista, mas ainda mantém uma áurea de “garota fofinha” que faz muito marmanjo suspirar.
Antes de entrar no segundo aspecto, vale ressaltar a qualidade técnica de animação e direção do anime, produzido pelo excelente estúdio Madhouse, o mesmo de One Punch Man. As cores bem estouradas e vibrantes, a fluidez e boa trilha sonora faz No Game No Life ter um aspecto bem peculiar e chamativo, fazendo o telespectador imergir com facilidade no vasto mundo de Disboard.
Entrando no segundo aspecto: a criatividade e dinâmica dos desafios enfrentados por Sora e Shiro são os pontos que fazem No Game No Life se diferenciar na indústria dos animes.

Disboard, onde todos os conflitos são resolvidos através de jogos, cria um mar de possibilidades que a série explora de maneira extraordinária. Até um jogo “Pedra, Papel ou Tesoura” torna-se empolgante em No Game No Life.
Parte dessa estrutura deve-se aos protagonistas e como eles interagem com as regras desse mundo, sempre encontrando alternativas inesperadas para os desafios que parecem impossíveis de eles ganharem, fazendo você acompanhar até o fim sem saber o que eles vão aprontar.
Então se você procura diversão alinhada com bastante originalidade e personagens carismáticos, No Game No Life é a jogada perfeita.
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